LONDRES — Buckingham Palace anunciou oficialmente o falecimento de Sua Alteza Real a Duquesa de Kent, que morreu pacificamente em sua residência, Wren House, no Palácio de Kensington, cercada por sua família. Ela tinha 93 anos.
Um porta-voz da Família Real divulgou uma breve declaração ainda hoje pela manhã: “É com grande tristeza que anunciamos a morte de nossa amada Duquesa de Kent. Ela foi um membro querido da Família Real e uma incansável serva do público por mais de seis décadas.”

Uma Vida de Dedicação Silenciosa
Embora muitas vezes descrita como uma das membros mais “relutantes” da realeza, a Duquesa era uma mulher de profunda sensibilidade e influência discreta. Nascida Katharine Worsley em Yorkshire, conquistou o coração do público ao se casar com o Príncipe Edward, Duque de Kent, em 1961. Seu casamento, o primeiro casamento real na York Minster em mais de 600 anos, foi celebrado por sua elegância e orgulho regional.
Ao longo da vida, a Duquesa ficou conhecida por sua empatia extraordinária. Ela não se limitava a participar de eventos beneficentes; mergulhava de fato nas causas que defendia. Seu trabalho com a UNICEF e diversas instituições de câncer tinha um caráter profundamente pessoal. No entanto, talvez seja mais lembrada por sua presença nos Campeonatos de Wimbledon, onde por anos entregou troféus aos vencedores, oferecendo consolo aos finalistas derrotados — notadamente Jana Novotná em 1993 — quebrando o protocolo real com um gesto humano que a tornou querida por milhões.
Paixão pela Música e Fé
A vida da Duquesa tomou um rumo mais privado no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Em uma decisão que surpreendeu muitos, mas foi respeitada por todos, ela optou por reduzir suas funções reais para se dedicar a duas grandes paixões: música e fé.
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Legado Musical: Pianista talentosa, passou anos ensinando música em uma escola primária em Hull sob o nome de “Mrs. Kent”. Acreditava que a música era uma linguagem universal capaz de curar e conectar pessoas de diferentes origens.
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Espiritualidade: Em 1994, converteu-se ao catolicismo, tornando-se o primeiro membro de alto escalão da Família Real a fazer isso publicamente desde o século XVIII. Essa transição foi realizada com graça e recebeu a total bênção da Rainha Elizabeth II.
Homenagens e Legado
Homenagens já começaram a chegar de todo o mundo. O Primeiro-Ministro comentou que a Duquesa “nos lembrou que o verdadeiro valor da realeza está no serviço, na bondade e na capacidade de se conectar com pessoas de todas as camadas da sociedade.”
O Duque de Kent, seu marido por mais de 60 anos, e seus três filhos — o Conde de St Andrews, Lady Helen Taylor e Lord Nicholas Windsor — solicitaram privacidade neste momento. As bandeiras nos prédios governamentais do Reino Unido foram hasteadas a meio-mastro.
A Duquesa de Kent deixa um legado de força silenciosa. Ela provou que é possível ser membro da realeza mantendo-se profundamente humano e autêntico. Sua transição do palco global para uma vida tranquila de ensino e oração serve como um testemunho de seu caráter — uma mulher que seguiu seu coração e serviu seu país com rara dignidade e serenidade.