Já se passaram quase 20 anos desde a morte de Diana, Princesa de Gales.
A princesa morreu devido aos ferimentos sofridos em um acidente de carro em Paris, no dia 31 de agosto de 1997.

Ela era uma das quatro pessoas no carro quando o veículo colidiu contra um pilar de sustentação no túnel Pont de L’Alma, enquanto tentava fugir dos paparazzi.
Diana sobreviveu ao impacto, mas faleceu no hospital algumas horas depois. Seu companheiro, Dodi Fayed, foi declarado morto no local, assim como o motorista, Henri Paul, que era o vice-chefe de segurança do Hotel Ritz, onde o casal estava hospedado. O hotel pertencia ao pai de Dodi, Mohamed Al-Fayed.
O único sobrevivente do acidente foi o guarda-costas de Diana, Trevor Rees-Jones, que antes havia trabalhado como segurança particular de Mohamed Al-Fayed na loja Harrods, em Londres.
O guarda-costas, agora conhecido como Trevor Rees, sofreu múltiplas fraturas e teve o rosto gravemente esmagado, precisando passar por uma reconstrução cirúrgica. Ele também ficou em coma por 10 dias.
Os cirurgiões usaram 150 peças de titânio para reconstruir seu rosto, utilizando fotos antigas da família como referência.
Aqui está o que aconteceu na noite da morte de Diana, segundo o único sobrevivente do acidente que a matou.
Trevor Rees nasceu na Alemanha em 1968, filho do cirurgião do Exército Britânico Colin Rees e de sua esposa, Gill, que era enfermeira.
Ele era o filho do meio entre três irmãos e, aos dez anos, mudou-se com a família para Oswestry, em Shropshire. Rees integrou a Combined Cadet Force e, após concluir os exames A-levels, ingressou no 1º Batalhão do Regimento Paraquedista, servindo na Irlanda do Norte.
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Em 1995, tornou-se segurança particular de Mohamed Al-Fayed e, posteriormente, passou a proteger a princesa Diana e Dodi Fayed.
Na noite de 30 de agosto de 1997, Diana e Dodi planejavam se hospedar no hotel do pai de Dodi, em Paris, mas encontraram o local cercado por paparazzi.
Henri Paul sugeriu que o casal saísse por uma porta dos fundos para despistar os fotógrafos e seguir para o apartamento de Dodi perto da Champs Elysées.
Durante o inquérito realizado em Londres, em 2008, sobre as mortes de Diana e Dodi, Rees declarou que não estava satisfeito com o plano.
“Eu não estava feliz, pois isso significava que Dodi dividiria a equipe de segurança, mas acabei aceitando”, afirmou ele.
“Eu aconselhei Dodi que poderíamos sair pela frente do hotel em dois veículos, pois a multidão e a imprensa seriam afastadas pela polícia. Inicialmente, me disseram que Dodi e Diana viajariam sem segurança, e eu disse que isso não aconteceria, que eu viajaria no veículo com eles.”
O júri do inquérito concluiu que as mortes de Diana e Dodi foram causadas pela perseguição dos paparazzi e pela direção perigosa de Henri Paul. Testes feitos após o acidente revelaram que o motorista do Mercedes S280, que colidiu contra o pilar a 105 km/h, estava três vezes acima do limite de álcool permitido. Nenhuma das quatro pessoas no carro usava cinto de segurança.
Nos meses anteriores ao acidente, Rees havia se separado de sua primeira esposa, Sue. Em 2003, casou-se com Ann Scott, uma professora.
Ele se recuperou dos ferimentos, passou a jogar rugby por um time local e fundou uma empresa de consultoria em segurança. Durante o inquérito, ele estava trabalhando no Iraque.
Em 2000, publicou um livro intitulado The Bodyguard’s Story: Diana, The Crash, And The Sole Survivor (A História do Guarda-Costas: Diana, o Acidente e o Único Sobrevivente). No entanto, sempre afirmou lembrar muito pouco sobre o acidente.