Um olhar mais atento à última viagem de Diogo Jota e do seu irmão chamou a atenção para as condições perigosas ao longo da autoestrada A-52, em Espanha — repleta de buracos, barreiras danificadas e animais selvagens a vaguear.
O local do acidente que tirou a vida a Jota.
Repórteres do The Sun refizeram o percurso que os irmãos fizeram no seu Lamborghini Huracán, avaliado em mais de £210.000, enquanto conduziam desde a fronteira portuguesa em direção à cidade espanhola de Santander, no norte. Identificaram pelo menos 16 quilómetros de estrada degradada, marcada por obras em curso e más condições de pavimento.

A apenas algumas centenas de metros do local do acidente, dois veados adultos foram avistados a pastar tranquilamente junto à berma da estrada — evidenciando o perigo constante de animais selvagens atravessarem subitamente este troço densamente florestado. Embora as investigações iniciais apontem para o rebentamento de um pneu como a causa provável do acidente, as autoridades não excluem a possibilidade de Jota ter feito uma manobra para evitar um animal, o que terá levado à tragédia.
Este troço da A-52 é conhecido pela frequente atividade de vida selvagem, incluindo veados, lobos ibéricos e grandes bandos de corvos. Na região de Sanabria, onde ocorreu o acidente, os registos locais indicam mais de 40 queixas apenas no mês de maio, relativas a perigos na estrada como buracos profundos e gravilha solta. Um residente local chegou mesmo a relatar que o seu veículo sofreu danos num acidente apenas 5 quilómetros antes do local onde o carro de Jota se despistou.
A A-52 atravessa uma zona montanhosa e florestada, e há muito tempo que é considerada uma área perigosa — um “ponto negro” de acidentes rodoviários na região de Castela e Leão. Os moradores têm exigido obras de reparação e melhorias de segurança há vários anos, sem grande sucesso.
Os investigadores da Guardia Civil espanhola continuam a investigação. Os destroços queimados do Lamborghini foram removidos do local para exame forense.