Por mais de 25 anos, a noite de 31 de agosto de 1997 tem sido envolta em luto, mistério e especulações intermináveis. O trágico acidente de carro da Princesa Diana em Paris chocou o mundo, gerando inúmeras teorias sobre o que realmente aconteceu nos últimos momentos de sua vida.
Agora, pela primeira vez, o médico de emergência que lutou para salvar sua vida falou abertamente — oferecendo um relato profundamente humano daquela noite e respondendo às questões que assombraram o mundo por décadas.
A ligação que mudou tudo
Dr. Jean-Marc Troadec, um dos primeiros especialistas em trauma a chegar ao local, ainda se lembra do momento em que foi chamado.
“Fomos informados de que houve um acidente em alta velocidade envolvendo VIPs. Não sabíamos quem era até chegarmos lá,” recordou.
Quando sua equipe alcançou os destroços no túnel Pont de l’Alma, a cena era caótica. Paparazzi pairavam sobre o local, a polícia tentava garantir a área, e no Mercedes preto amassado, a Princesa Diana estava gravemente ferida.
Dentro do túnel
O Dr. Troadec lembra de ver Diana consciente, mas em extremo sofrimento:
“Ela falava, estava ciente… mas enfraquecendo,” disse.
“Começamos imediatamente os procedimentos de salvamento dentro do carro, porque movê-la cedo demais poderia ter piorado a situação.”
Segundo o médico, Diana havia sofrido ferimentos internos graves, incluindo uma ruptura rara e devastadora de uma veia importante próxima ao coração.
“É uma lesão que quase nunca se vê — e quase nunca se sobrevive,” explicou.
A luta para salvar sua vida
Na ambulância, a condição de Diana se deteriorou rapidamente. O Dr. Troadec e sua equipe realizaram procedimentos de emergência a caminho do Hospital Pitié-Salpêtrière, incluindo massagem cardíaca direta.
